Clássica no dia a dia de ginecologia/obstetrícia, consultórios e centros de material, a pinça Cheron (também chamada de Foerster ou ring forceps) foi desenhada para prender e manipular gazes com firmeza e precisão.
Na prática, ela viabiliza antissepsia e higienização de cavidades (especialmente canal vaginal e colo) e outras áreas corporais, com alcance seguro e controle do campo.
Este guia UC explica usos, tipos disponíveis, como escolher, como limpar/esterilizar segundo as normas brasileiras e aponta links de compra.
Navegue pelo conteúdo
O que é e para que serve a pinça Cheron
Função principal: segurar gazes/torundas para antissepsia e higienização de canal vaginal e outras regiões corporais; também auxilia no manejo de materiais/curativos sem tocar diretamente o campo.
Design: hastes longas, anéis para os dedos e mandíbulas ovais fenestradas e serrilhadas (as “rings”), que aumentam a aderência sobre a gaze/torunda. É a mesma família das Foerster sponge forceps (ring forceps).
Onde usar: consultórios e ambulatórios ginecológicos, preparo de pele/mucosa em pequenos procedimentos, apoio em curativos e limpeza de campo. (Antissepsia e higiene de mãos/campo fazem parte das rotinas de Prevenção de Infecção.)
Tipos: metálica reutilizável vs. descartável
Tipo
Vantagens
Pontos de atenção
Indicação típica
Metálica (aço inox cirúrgico)
Durável; tolera autoclave; pegada firme
Exige fluxo completo de processamento (limpeza, desinfecção de alto nível/esterilização, embalagem, rastreio)
Clínicas/hospitais com CME estruturado
Descartável (plástico técnico)
Uso único (reduz risco de contaminação cruzada); pronta para uso; versões estéreis e não estéreis
Geração de resíduo; checar esterilidade na rotulagem
Consultórios, alto giro, antissepsia vaginal e outras
Tem CME (Central de Material) com autoclave e rastreio? Metálica pode ser mais econômica no longo prazo. Sem CME (ou com alto giro de consultório)? Descartável facilita.
Escolha o grau de assepsia
Estéril (pronta para uso) ou não estéril (para processos não críticos/limpeza prévia, seguindo POP local).
Confira o formato das mandíbulas
Ovais, fenestradas e serrilhadas melhoram a fixação da gaze sem esmagar. Padrão Foerster.
Verifique materiais e compatibilidades
Aço inox cirúrgico de qualidade aceita autoclave/esterilização química; plásticos devem ter indicação do fabricante (ex.: estéril por óxido de etileno).
Padrões e rastreio
Em metal: registre lotes, ciclos de esterilização e integridade.
Em descartáveis: verifique rótulo de esterilidade e validade.
Dica UC: se o foco é antissepsia ginecológica, priorize mandíbulas ovais com boa serrilha e haste longa para alcance confortável.
Processamento e esterilização
A pinça Cheron (metálica) entra em contato com mucosa (canal vaginal), sendo produto semicrítico: requer desinfecção de alto nível ou esterilização; na prática assistencial, esterilização por autoclave é a via mais segura. Siga seu PGRSS/POPs e a RDC 15/2012 para processamento de produtos para saúde.
Fluxo recomendado:
Pré-limpeza imediata ainda na sala (remoção de sujidade).
Limpeza (manual ou automatizada) com detergente enzimático, enxágue e secagem.
Inspeção (articulações e serrilhas sem resíduos).
Esterilização (preferencialmente autoclave, conforme instrução do fabricante).
Armazenamento em condições controladas, com rastreabilidade do ciclo.
Em descartáveis: usar e descartar conforme POP. Nunca reprocessar. Itens contaminados vão para fluxos de resíduos conforme regulamentos locais.
Higiene das mãos e paramentação antes de manipular campo e antissépticos.
Gaze bem presa: posicione a torunda no anel oval e trave gentilmente para evitar queda.
Antisséptico correto e tempo de contato (ex.: clorexidina alcoólica/degermante ou PVPI, conforme protocolo).
Não tocar superfícies não estéreis com a ponta da pinça durante a antissepsia.
Após o uso: encaminhe imediatamente para pré-limpeza (metálica) ou descarte (descartável).
Perguntas frequentes
1) Pinça Cheron é a mesma coisa que Foerster?
Na prática, sim: é a família das “ring/sponge forceps” (Foerster) com mandíbulas ovais fenestradas, amplamente usada para segurar gazes/torundas.
2) Posso usar a descartável em qualquer antissepsia?
Siga seu POP. Fabricantes a indicam para antissepsia vaginal e higienização de outras regiões corporais. Se o procedimento exigir campo estéril, utilize versão estéril.
3) Metálica precisa sempre de autoclave?
Como produto semicrítico que toca mucosa, a recomendação é desinfecção de alto nível ou esterilização, na prática, autoclave é o padrão. Siga RDC 15/2012 e instruções do fabricante.
4) Existe tamanho único?
Há variações (comprimento e curvatura), mas o padrão ambulatorial fica em torno de 23–24 cm nas ring forceps, com mandíbulas ovais serrilhadas.
Conclusão
A pinça Cheron é simples, versátil e essencial para antissepsia segura e manipulação de gazes sem contaminar o campo.
Para consultórios com alto giro, a descartável estéril oferece agilidade e padronização. Em serviços com CME, a metálica entrega durabilidad, desde que processada corretamente (RDC 15/2012).
Na UC, você encontra as duas opções para montar kits por procedimento com eficiência e segurança.
Pós-graduada em Marketing Digital pela PUC Minas, atua desde 2020 no setor da saúde, desenvolvendo estratégias de comunicação e produzindo conteúdos relevantes e confiáveis para a área.
Na prática médica, ter um bom conjunto de otoscópio + oftalmoscópio resolve dois exames que aparecem o tempo todo em ambulatório, enfermaria e triagens: otoscopia (avaliação do conduto auditivo e membrana timpânica) e fundoscopia (visualização do fundo […]
Do primeiro dia na faculdade até as rotinas de UTI, pronto-atendimento ou consultório, o estetoscópio acompanha a jornada de quem vive a saúde. Ele é peça-chave do exame físico: ajuda a identificar sons cardíacos, pulmonares e […]
Celebrado todo 29 de setembro, o Dia Mundial do Coração reforça a urgência de prevenir, detectar cedo e tratar as doenças cardiovasculares (DCV), principal causa de morte no mundo. No Brasil, o Ministério da Saúde […]
O ano de 2025 consolida um crescimento robusto da força de trabalho médica no Brasil, acompanhado de desigualdades regionais persistentes e pressões estruturais: envelhecimento populacional, cronicidade, telemedicina regulamentada e integração entre cuidado presencial e digital. […]
Em clínica médica, descartáveis não são só “itens de consumo”. Na prática, eles sustentam padronização, agilidade e segurança, principalmente em exames e pequenos procedimentos ambulatoriais. Quando o serviço acerta na escolha do dispositivo e na rotina de uso, ele […]
A gestão do tempo é um dos maiores desafios da prática médica atual. Consultas longas, alta demanda, prontuários, prescrições e imprevistos consomem o dia e, muitas vezes, a energia dos profissionais da saúde. No ambiente […]