Dia Internacional da Mulher: saúde e direitos 

Dia Internacional da Mulher: saúde e direitos 

Dia Internacional da Mulher (08/03) é uma data de reconhecimento histórico e social, e também um lembrete de que equidade é um tema de saúde. No Brasil, a BVS do Ministério da Saúde reforça que o 8 de março vai além de celebração, sendo um marco de força e resistência, e costuma ser usado para ampliar informação qualificada e estimular cuidado integral.  

Em saúde, isso aparece de forma concreta: acesso a serviços, prevenção, diagnóstico oportuno, saúde mental, segurança do paciente, condições de trabalho e liderança. A OPAS, por exemplo, usou o 8 de março para defender investimentos em liderança feminina para transformar o setor da saúde.  

Por que falar de “Dia da Mulher” em um blog de saúde 

Porque saúde não é só biologia, é também condição de vida, acesso e cuidado contínuo. Quando serviços de saúde aproveitam a data para orientar e acolher, eles ajudam a transformar uma lembrança simbólica em prática diária

No próprio portal do Ministério da Saúde, a data aparece como oportunidade para promover saúde e bem-estar (incluindo aspectos de saúde mental) e estimular autocuidado.  

A Anvisa também marcou o 08/03 com a mensagem de cuidado com saúde física e emocional, chamando atenção para como a sobrecarga pode empurrar o autocuidado para “depois”.  

Foto de uma mulher da área da saúde fazendo um coração com as mãos

 Saúde integral da mulher: o que isso significa na prática 

“Saúde integral” significa olhar para a mulher como um todo, e não como um conjunto de exames isolados. A ANS, ao falar do Dia Internacional da Mulher, chama atenção para cuidado integral e medidas de prevenção que contribuem para qualidade de vida.  

Na rotina de clínicas, consultórios e atenção primária, isso costuma se materializar em três frentes: 

  • Prevenção e acompanhamento: manter orientações e seguimento conforme protocolos do serviço e diretrizes nacionais quando disponíveis. 
  • Saúde mental e emocional: reconhecer sobrecarga, ansiedade, exaustão, e orientar busca de apoio quando necessário (sem estigmas).  
  • Cuidado centrado na pessoa: acolhimento, linguagem clara, escuta ativa e respeito às escolhas e ao contexto. 

Mulheres no trabalho em saúde: por que isso importa para o paciente 

Quem cuida também precisa ser cuidado. Não é “pauta corporativa”; é qualidade assistencial. Instituições brasileiras usam o 8 de março para olhar para dentro e discutir equidade e condições de trabalho

A Fiocruz, por exemplo, promove ações e atividades na data, associando o 08/03 a equidade de gênero e valorização do trabalho das mulheres.  
E a OPAS reforça que investir em liderança feminina é estratégico para transformar o setor.  

Em termos práticos, ambientes mais equitativos e seguros tendem a favorecer

  • melhores condições de trabalho;
  • melhor retenção de profissionais; 
  • comunicação e coordenação assistencial mais robustas;
  • melhores experiências de cuidado para pacientes. 
Foto de mulheres na área da saúde conversando

O que serviços e profissionais podem fazer no oito de março  

Para equipes (enfermagem e medicina): 

  • Reforçar educação em saúde com conteúdo oficial (evita desinformação). 
  • Revisar fluxos de acolhimento, retorno e encaminhamentos (reduz “perda” de seguimento). 
  • Incluir saúde mental e emocional no cuidado, com orientação de apoio quando necessário.  

Para gestão da clínica/serviço: 

  • Promover ações internas de bem-estar e prevenção (sem “culpabilizar” a mulher por não se cuidar). 
  • Apoiar lideranças femininas e processos justos de trabalho (impacta a qualidade do cuidado).  

 Para o público geral: um checklist curto, realista e seguro 

O 8 de março pode ser um ponto de virada para retomar coisas importantes sem virar “projeto de vida impossível”: 

  • Atualizar cuidados preventivos conforme sua idade, histórico e orientação do serviço de saúde. 
  • Cuidar do emocional: se você está em sobrecarga, buscar apoio é cuidado de saúde, não fraqueza.  
  • Escolher informação confiável: usar canais oficiais (Ministério da Saúde, Anvisa, Fiocruz, OPAS) para orientar decisões. 

Conclusão 

Dia Internacional da Mulher (08/03) é uma data para reconhecer conquistas, mas também para enxergar o que ainda precisa ser melhorado, inclusive na saúde. No Brasil, diferentes instituições públicas usam a data para reforçar autocuidado, prevenção, saúde mental e equidade.  

Na prática, o melhor jeito de “honrar” o 8 de março na saúde é simples: garantir cuidado contínuo e acolhedor para todas as mulheres, em todas as fases da vida. 

Fontes  

BVS/MS — “Para todas as mulheres e meninas: Direitos. Igualdade. Empoderamento.” (8/3 – Dia Internacional da Mulher) 
https://bvsms.saude.gov.br/para-todas-as-mulheres-e-meninas-direitos-igualdade-empoderamento-8-3-dia-internacional-da-mulher/ 
 
Ministério da Saúde — Dia da mulher: recomendações para uma vida mais saudável (08/03) 
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-brasil/eu-quero-me-alimentar-melhor/noticias/2022/dia-da-mulher-recomendacoes-para-uma-vida-mais-saudavel-2 
 
Anvisa — “Neste Dia Internacional da Mulher (8/3), a mensagem da Anvisa é: cuide de você, de sua saúde física e emocional!” 
https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2024/neste-dia-internacional-da-mulher-8-3-a-mensagem-da-anvisa-e-cuide-de-voce-de-sua-saude-fisica-e-emocional 
 
Fiocruz — Fiocruz celebra Dia Internacional da Mulher (2025) 
https://fiocruz.br/noticia/2025/03/fiocruz-celebra-dia-internacional-da-mulher 
 
OPAS — Dia Internacional da Mulher: diretor da OPAS defende investimentos em liderança feminina para transformar o setor da saúde (2024) 
https://www.paho.org/pt/noticias/8-3-2024-dia-internacional-da-mulher-diretor-da-opas-defende-investimentos-em-lideranca 
 
ANS — Dia Internacional da Mulher: uma data para se falar de saúde e prevenção (2022) 

https://www.gov.br/ans/pt-br/assuntos/noticias/sobre-ans/dia-internacional-da-mulher-uma-data-para-se-falar-de-saude-e-prevencao

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