Celebrado todo 29 de setembro, o Dia Mundial do Coração reforça a urgência de prevenir, detectar cedo e tratar as doenças cardiovasculares (DCV), principal causa de morte no mundo.
No Brasil, o Ministério da Saúde e a OPAS/OMS orientam ações contínuas para reduzir fatores de risco (tabaco, sedentarismo, alimentação rica em sódio e ultraprocessados, álcool nocivo) e controlar hipertensão, diabetes e dislipidemias.
Navegue pelo conteúdo
O que mais protege seu coração
1. Movimente-se regularmente
Adultos devem acumular 150–300 min/semana de atividade física moderada (ou 75–150 min vigorosa), além de exercícios de força em ≥2 dias/semana. Crianças e adolescentes: 60 min/dia de atividade moderada a vigorosa.
2) Reduza o sal (sódio) da alimentação
A OMS recomenda <2.000 mg de sódio/dia (≈ <5 g de sal/dia). Nas Américas, o consumo típico chega ao triplo desse valor; cortar sal reduz PA e risco de infarto/AVC.
Dica de serviço: rever cardápios, rotulagem e educação alimentar; priorizar culinária in natura e medidas de cozinha com “menos sal, mais ervas”.
3. Abandone o tabaco
Cessar o tabagismo é uma das medidas mais custo-efetivas para reduzir eventos cardiovasculares; o Brasil tem programa estruturado de tratamento pelo SUS. Para equipes: ativar fluxos do PNCT/INCA e registrar aconselhamento breve, oferta de terapia e seguimento.
4. Meça, diagnostique e trate a pressão alta
Definição no Brasil:PA ≥140/90 mmHg (consultório). Siga o PCDT HAS (2025) e as Diretrizes da SBC (2020) para estratificação de risco, metas e terapia.
Em casa, prefira esfigmomanômetros automáticos de braço e registre valores em dias diferentes para decisão clínica.
5. Gerencie colesterol e diabetes
Use os PCDTs para dislipidemia e diabetes, com metas por risco e tratamento oportuno.
Como medir a pressão corretamente
Antes: evitar cafeína/álcool/exercício por 30 min; esvaziar bexiga; repousar 5 min.
Posição: sentado, costas e pés apoiados; braço na altura do coração; manguito adequado ao perímetro do braço.
Durante: não falar; fazer duas medidas com 1–2 min entre elas e registrar a média.
Registre: braço usado, tamanho do manguito, data/hora.
Profissionais: padronizem POPs de aferição e calibração; revisem o tamanho de manguitos disponíveis e os fluxos para PA elevada não programada no atendimento.
Sinais de alerta: quando é emergência
Infarto (IAM): dor/desconforto no peito (aperto/peso), que pode irradiar para costas, mandíbula ou braço, sudorese fria, palidez, falta de ar, sensação de desmaio. Aja imediatamente (SAMU 192).
AVC: fraqueza/formigamento súbito em um lado do corpo, dificuldade para falar/compreender, alteração de visão, tontura/desequilíbrio, dor de cabeça súbita e intensa. Aja imediatamente (SAMU 192).
Para serviços e clínicas: 8 ações em cardioprevenção
Linha de cuidado cardiovascular na APS e na clínica: estratificação de risco, metas documentadas e plano terapêutico.
Triagem ativa de PA, IMC/CC, tabaco, álcool e atividade física; usar checklists rápidos. n
POP de aferição da pressão e manutenção de equipamentos; disponibilidade de manguitos P/M/G.
Educação em saúde com meta de redução de sal (culinária e rótulos) e cessação do tabaco (PNCT).
Protocolos de dislipidemia (metas por risco; adesão a estatinas conforme PCDT).
Acesso e continuidade: retorno programado, teleorientação segura e reconciliação medicamentosa.
Indicadores: % de pacientes com PA controlada; % com LDL em meta; taxa de cessação do tabaco; tempo porta-ECG.
Treinamento de equipe: reconhecimento de SCA/AVC e acionamento rápido do sistema de emergência.
Checklist do coração
Movimento: 150–300 min/semana; mais músculos, menos pressão.
Prato: menos sal (<5 g/dia), mais comida de verdade.
Pressão: meça direito, anote e leve às consultas.
Colesterol e glicemia: exames e metas conforme PCDTs.
O Dia Mundial do Coração é um lembrete anual de que prevenção cardiovascular funciona quando vira processo: menos sal, mais movimento, nada de tabaco, PA medida e tratada, e dislipidemia/diabetes sob controle.
Para pessoas, isso significa hábitos sustentáveis e busca ativa por cuidado. Para serviços, protocolos vivos, equipamentos confiáveis e indicadores monitorados.
Pós-graduada em Marketing Digital pela PUC Minas, atua desde 2020 no setor da saúde, desenvolvendo estratégias de comunicação e produzindo conteúdos relevantes e confiáveis para a área.
A prática do curativo vai muito além da troca de um material. Ela exige técnica, conhecimento, sensibilidade e, acima de tudo, responsabilidade profissional. Para quem atua com enfermagem, especialmente em assistência domiciliar, saber como realizar […]
Telemedicina não é apenas “consulta por vídeo”. Para ser humanizada, precisa garantir acolhimento, escuta qualificada, comunicação clara, respeito à diversidade, privacidade e segurança clínica, do primeiro clique ao pós-consulta. Este artigo traduz esses princípios em […]
O momento da alta, seja após um procedimento ambulatorial simples, uma cirurgia de pequeno porte ou um exame invasivo, é um ponto crítico da assistência. É justamente quando o paciente deixa o ambiente estruturado do serviço de saúde e […]
O médico da família e comunidade é, muitas vezes, a porta de entrada das pessoas no sistema de saúde. Ele acompanha crianças, adultos e idosos, cuida de famílias inteiras e conhece de perto a realidade […]
O estetoscópio é um símbolo e ferramenta fundamental na prática da saúde. Exame após exame, ele conecta profissionais e pacientes por meio do som: batidas do coração, respiração, sopros… E para garantir precisão e segurança, […]
As hepatites virais representam um sério problema de saúde pública, com impactos importantes na vida de milhões de pessoas em todo o mundo. No Brasil, as campanhas de conscientização ganham força especialmente em julho — […]