Setembro Verde: conscientização sobre doações de órgãos
Setembro Verde é o mês de conscientização sobre doação de órgãos e tecidos no Brasil. Além das ações ao longo do mês, 27 de setembro é o Dia Nacional da Doação de Órgãos, quando o […]
A acupuntura é uma prática terapêutica reconhecida no Brasil desde a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) e ofertada no SUS em caráter multiprofissional, com diretrizes de qualificação e segurança.
Neste artigo, veremos como a acupuntura funciona, quais são as indicações mais frequentes, pontos críticos de segurança e biossegurança e materiais essenciais, com um checklist prático para implantação segura na clínica.
Em linhas gerais, a acupuntura consiste na estimulação de pontos específicos (acupontos) com agulhas esterilizadas e descartáveis, podendo ser combinada a outras técnicas (eletroestimulação, moxabustão, auriculoterapia). A OMS estabelece parâmetros para estrutura, capacitação e prática segura, úteis para padronizar protocolos clínicos.
Do ponto de vista operativo, recomenda-se que o serviço defina critérios de indicação, fluxo de registro em prontuário e itinerários de segurança (antes, durante e depois da sessão), em alinhamento às referências da OMS para treinamento e segurança.
A acupuntura é utilizada como terapia complementar em diferentes condições, especialmente manejo de dor, reabilitação funcional e redução de sintomas associados (ansiedade, distúrbios do sono), sempre integrada ao cuidado convencional e sob avaliação clínica. A OMS ressalta que a incorporação de práticas tradicionais deve ocorrer com padrões de qualidade, segurança e avaliação de evidências.
Boa prática: defina critérios claros de elegibilidade (ex.: tipo de dor, estágio da condição, comorbidades) e contraindicações (ex.: coagulopatias importantes, infecções locais, dispositivos eletrônicos implantáveis quando houver eletroacupuntura), com consentimento informado e documentação.

No SUS, a acupuntura integra a PNPIC (Portaria GM/MS nº 971/2006), com previsão de capacitação e exigência de titulação específica para atuação em rede pública. Para a prática clínica, a OMS publica diretrizes de formação mínima e segurança, que podem ser adotadas como referência por serviços e gestores.
Orientações práticas para gestores e coordenadores:
Segurança é prioridade em qualquer serviço de acupuntura:
Use sempre agulhas descartáveis, estéreis, com rastreabilidade de lote e validade. A OMS detalha recomendações para reduzir eventos adversos e infecções associados à técnica e ao manuseio.
Após a sessão, as agulhas devem ser descartadas imediatamente em coletores específicos para perfurocortantes, conforme as normas de gerenciamento de resíduos de serviços de saúde.
Adote protocolo padronizado de higiene das mãos, limpeza do local de punção e uso adequado de EPIs, conforme as boas práticas de controle de infecção e segurança do paciente.
Registre o procedimento (acupontos, material, lote das agulhas, intercorrências) e monitore eventos adversos para melhoria contínua. (A literatura técnica sistematiza eventos traumáticos e infecciosos raros, reforçando a importância do treinamento e da técnica correta).
Para uma rotina segura e eficiente, a clínica deve contar com:
2. Moxabustão (moxa): bastão, carvão sem fumaça ou moxa adesiva (quando indicada).
3. Auriculoterapia: sementes e pontos/esferas (inox, ouro, prata), aplicadores e detectores.
4. Instrumentais em aço inox (pinças, aplicadores específicos) e bandejas.
5. Estojos e tubos organizadores (logística limpa do material) e coletores para perfurocortantes.
6. Antissépticos de pele e EPIs (luvas, máscaras) para boas práticas.
Acupuntura é uma terapia complementar com uso crescente em serviços de saúde, desde que praticada com qualificação, protocolos de segurança e integração ao cuidado. Para a clínica, a priorização de treinamento, biossegurança, rastreabilidade e avaliação de resultados é o que sustenta qualidade e valor assistencial para pacientes e equipe.
Fontes consultadas: