Celebrado em 14 de novembro, o Dia Mundial do Diabetes é um convite para falar sobre uma condição de saúde que afeta milhões de pessoas e que, muitas vezes, pode se desenvolver sem apresentar sintomas evidentes.
Mais do que uma data de conscientização, é uma oportunidade para reforçar a importância do diagnóstico precoce, do acompanhamento profissional e dos cuidados que ajudam a prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida.
Em 2026, a Organização Mundial da Saúde (OMS) escolheu como tema da campanha “Early action on diabetes” (Ação precoce no diabetes), destacando a necessidade de reconhecer sinais de alerta, ampliar o acesso ao diagnóstico e combater o estigma relacionado à doença.
Mas você sabe quais são os principais tipos de diabetes, como identificar os sintomas e quais hábitos podem ajudar na prevenção?
Entenda a seguir.
Navegue pelo conteúdo
O que é o Dia Mundial do Diabetes?
O Dia Mundial do Diabetes foi criado em 1991 pela Federação Internacional de Diabetes (IDF), com apoio da Organização Mundial da Saúde.
A data escolhida, 14 de novembro, homenageia o nascimento de Frederick Banting, um dos responsáveis pela descoberta da insulina, um marco no tratamento do diabetes.
Em 2006, a Organização das Nações Unidas (ONU) reconheceu oficialmente a data.
Desde então, a mobilização internacional busca ampliar o conhecimento sobre a doença, incentivar políticas de saúde e fortalecer o acesso à prevenção, ao diagnóstico e ao tratamento.
O símbolo da campanha é o círculo azul, que representa a união mundial em torno da conscientização sobre o diabetes.
Por que a conscientização sobre o diabetes é tão importante?
O diabetes é um dos grandes desafios da saúde pública mundial.
Segundo a OMS, o número de pessoas vivendo com diabetes passou de 200 milhões em 1990 para aproximadamente 830 milhões em 2022.
<text color=”secondary” size=”xs”>Fonte: Organização Mundial da Saúde, dados publicados em 2024.</text>
O crescimento reforça a necessidade de ampliar o acesso à informação e aos serviços de saúde.
Outro desafio é que o diabetes tipo 2 pode se desenvolver gradualmente, sem apresentar sintomas perceptíveis nas fases iniciais.
Por isso, reconhecer os fatores de risco e realizar os exames indicados por profissionais da saúde pode fazer diferença na identificação precoce da doença.
O que é diabetes e quais são os principais tipos?
O diabetes mellitus é uma condição metabólica caracterizada por níveis elevados de glicose no sangue, também chamada de hiperglicemia.
Isso acontece quando o organismo não produz insulina suficiente ou não consegue utilizá-la adequadamente.
A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que ajuda a glicose a entrar nas células, onde pode ser utilizada como fonte de energia.
Existem diferentes tipos de diabetes.
Diabetes tipo 1
O diabetes tipo 1 é uma condição autoimune em que o sistema imunológico ataca as células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina.
Pode surgir em diferentes fases da vida, embora seja frequentemente diagnosticado na infância e adolescência.
Pessoas com diabetes tipo 1 precisam utilizar insulina para sobreviver.
Importante: o diabetes tipo 1 não é causado pelo consumo excessivo de açúcar e não pode ser prevenido pelas medidas de estilo de vida utilizadas para reduzir o risco do diabetes tipo 2.
Diabetes tipo 2
É a forma mais comum da doença.
Ocorre quando o organismo apresenta resistência à ação da insulina e/ou não consegue produzir quantidade suficiente para manter a glicose em níveis adequados.
Seu desenvolvimento está associado a fatores como predisposição genética, idade, excesso de peso e sedentarismo.
Mudanças no estilo de vida podem ajudar a prevenir ou retardar o aparecimento do diabetes tipo 2, embora nem todos os casos sejam evitáveis.
Diabetes gestacional
É caracterizado por alterações da glicose identificadas durante a gestação, conforme critérios diagnósticos específicos.
O acompanhamento pré-natal é fundamental para identificar a condição e reduzir riscos para a gestante e o bebê.
Quais são os principais sintomas do diabetes?
Os sinais podem variar de pessoa para pessoa e conforme o tipo de diabetes.
Entre os sintomas mais conhecidos estão:
Sede excessiva;
Vontade frequente de urinar;
Fome aumentada;
Cansaço persistente;
Perda de peso sem explicação;
Visão embaçada;
Infecções recorrentes;
Feridas que demoram a cicatrizar.
No diabetes tipo 1, os sintomas podem surgir rapidamente.
Já no tipo 2, a evolução costuma ser mais gradual, e algumas pessoas permanecem sem sintomas durante bastante tempo.
A presença desses sinais não confirma, isoladamente, o diagnóstico. Entretanto, merece avaliação profissional.
Atenção: vômitos persistentes, dor abdominal, respiração anormal, sonolência intensa ou confusão mental, especialmente quando associados a sintomas de hiperglicemia, exigem atendimento médico imediato.
Como é feito o diagnóstico do diabetes?
O diagnóstico é realizado por meio de exames laboratoriais e avaliação clínica.
Entre os principais exames utilizados estão:
Exame
O que avalia
Glicemia de jejum
Quantidade de glicose no sangue após período de jejum
Hemoglobina glicada (HbA1c)
Estimativa da glicemia média dos últimos dois a três meses
Teste oral de tolerância à glicose
Resposta do organismo após ingestão de glicose
Glicemia ao acaso
Nível de glicose medido independentemente do horário da alimentação
De acordo com a Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes, valores de glicemia de jejum iguais ou superiores a 126 mg/dL e hemoglobina glicada iguais ou superiores a 6,5% são critérios laboratoriais para diabetes, observadas as condições de confirmação diagnóstica.
Esses resultados precisam ser interpretados por um profissional habilitado, considerando os sintomas, o histórico clínico e as particularidades de cada paciente.
O glicosímetro utilizado em casa é importante para o monitoramento, mas não substitui os exames laboratoriais necessários ao diagnóstico.
Como prevenir o diabetes tipo 2?
Embora fatores genéticos e outras condições individuais influenciem o risco, alguns hábitos podem ajudar a prevenir ou retardar o desenvolvimento do diabetes tipo 2.
1. Manter uma alimentação equilibrada
Uma alimentação variada, com presença de verduras, legumes, frutas, feijões, cereais integrais e outros alimentos minimamente processados, contribui para a saúde metabólica.
Também é importante reduzir o consumo frequente de bebidas açucaradas e alimentos ultraprocessados.
Não se trata de eliminar indiscriminadamente todos os carboidratos, mas de construir hábitos alimentares adequados às necessidades individuais.
2. Praticar atividades físicas
A atividade física regular ajuda o organismo a utilizar melhor a glicose e contribui para a saúde cardiovascular.
A OMS recomenda, para adultos em geral, pelo menos 150 minutos semanais de atividade física aeróbica de intensidade moderada, respeitando as condições individuais.
3. Cuidar do peso e da saúde metabólica
Para pessoas com excesso de peso, quando indicado, a redução ponderal pode contribuir para diminuir o risco de diabetes tipo 2.
O acompanhamento profissional permite estabelecer objetivos realistas e seguros.
4. Evitar o tabagismo
O tabagismo está associado a diferentes doenças crônicas e também ao aumento do risco de diabetes tipo 2.
Parar de fumar traz benefícios para a saúde como um todo.
5. Realizar acompanhamento preventivo
Pessoas com histórico familiar de diabetes, hipertensão, alterações de colesterol, excesso de peso ou outros fatores de risco devem conversar com profissionais da saúde sobre a necessidade de exames periódicos.
O diagnóstico precoce permite iniciar os cuidados necessários antes do aparecimento de complicações.
Quem tem diabetes pode ter uma vida saudável?
Sim. Com tratamento adequado, acompanhamento e acesso aos recursos necessários, muitas pessoas com diabetes conseguem manter uma rotina ativa e uma boa qualidade de vida.
O cuidado é individualizado e pode incluir:
Alimentação adequada;
Atividade física;
Monitoramento da glicose;
Uso de medicamentos ou insulina, quando prescritos;
Consultas periódicas;
Avaliação da saúde cardiovascular;
Acompanhamento da função renal;
Exames oftalmológicos;
Cuidados com os pés.
O objetivo não é apenas controlar a glicemia, mas também reduzir o risco de complicações e promover bem-estar.
Por que monitorar a glicemia é importante?
Para muitas pessoas que vivem com diabetes, acompanhar os níveis de glicose faz parte do tratamento.
O monitoramento ajuda a identificar variações e fornece informações que podem orientar ajustes na rotina e no plano terapêutico, sempre conforme recomendação profissional.
Entre os recursos utilizados estão os glicosímetros, as tiras reagentes, as lancetas e os sistemas de monitoramento contínuo de glicose, quando indicados.
A frequência das medições depende do tipo de diabetes, dos medicamentos utilizados e das necessidades individuais.
Por isso, não existe uma recomendação única de quantidade de testes diários válida para todas as pessoas.
Cuidados durante a medição
Para obter resultados adequados, é importante:
Utilizar equipamentos e tiras compatíveis;
Verificar a validade dos insumos;
Seguir as instruções do fabricante;
Higienizar e secar as mãos antes da medição capilar;
Armazenar corretamente os materiais;
Não compartilhar lancetas;
Descartar os perfurocortantes em recipientes apropriados.
O acompanhamento dos resultados deve fazer parte de um plano de cuidado orientado pela equipe de saúde.
Quais complicações o diabetes pode causar?
Quando não é adequadamente acompanhado e tratado, o diabetes pode aumentar o risco de complicações ao longo do tempo.
Entre elas estão:
Doenças cardiovasculares: maior risco de infarto e acidente vascular cerebral.
Alterações renais: o diabetes pode comprometer progressivamente a função dos rins.
Problemas de visão: a retinopatia diabética pode afetar os vasos sanguíneos da retina.
Neuropatia diabética: alterações nos nervos podem provocar perda de sensibilidade, dor ou formigamento.
Problemas nos pés: a combinação de alterações circulatórias e perda de sensibilidade pode aumentar o risco de feridas e infecções.
Essas complicações não são inevitáveis. O acompanhamento regular, o tratamento e a identificação precoce de alterações ajudam a reduzir os riscos.
Dia Mundial do Diabetes: o cuidado começa com a informação
A campanha de 2026 reforça a importância de agir cedo.
Isso significa reconhecer possíveis sintomas, identificar fatores de risco, procurar avaliação profissional e garantir que pessoas diagnosticadas tenham acesso ao tratamento e ao acompanhamento necessários.
Também significa combater preconceitos.
O diabetes não deve ser tratado como consequência exclusiva de escolhas individuais. Trata-se de uma condição complexa, influenciada por fatores biológicos, genéticos, ambientais e sociais.
Acolhimento, informação e acesso à saúde são essenciais para promover uma vida com mais qualidade.
Perguntas frequentes sobre o Dia Mundial do Diabetes
Quando é comemorado o Dia Mundial do Diabetes?
O Dia Mundial do Diabetes é celebrado anualmente em 14 de novembro. A data promove a conscientização sobre prevenção, diagnóstico, tratamento e qualidade de vida.
Qual é o tema do Dia Mundial do Diabetes 2026?
A OMS definiu o tema “Early action on diabetes”, ou “Ação precoce no diabetes”, destacando a importância do diagnóstico antecipado, do acesso aos cuidados e da redução do estigma.
Diabetes tem cura?
O diabetes tipo 1 ainda não possui cura estabelecida. No diabetes tipo 2, algumas pessoas podem alcançar remissão, caracterizada pela manutenção de níveis glicêmicos abaixo dos critérios de diabetes sem medicamentos para redução da glicose por determinado período. Remissão não significa cura definitiva e exige acompanhamento.
Comer muito açúcar causa diabetes?
Não existe uma relação tão simples. O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune. Já o tipo 2 envolve fatores genéticos, metabólicos e comportamentais. O consumo frequente de bebidas açucaradas e padrões alimentares inadequados pode contribuir para fatores de risco, mas não é a única causa.
Quem não tem sintomas precisa fazer exames?
Dependendo da idade, do histórico familiar e de outros fatores de risco, pode ser recomendado o rastreamento mesmo sem sintomas. A avaliação deve ser individualizada.
O glicosímetro pode diagnosticar diabetes?
O glicosímetro é utilizado principalmente para monitoramento. O diagnóstico deve seguir critérios clínicos e laboratoriais específicos, com avaliação profissional.
Conscientizar é uma forma de cuidar
O Dia Mundial do Diabetes reforça que o cuidado com a saúde deve acontecer durante todo o ano.
Reconhecer os sintomas, adotar hábitos saudáveis, realizar exames quando indicados e manter o acompanhamento adequado são atitudes que contribuem para a prevenção do diabetes tipo 2 e para uma melhor qualidade de vida de quem convive com a doença.
Na Utilidades Clínicas, acreditamos que o acesso à informação e aos produtos adequados faz parte de uma rotina de cuidado mais segura.
Por isso, oferecemos soluções para diferentes necessidades de monitoramento da glicemia e cuidados com a saúde, apoiando profissionais, pacientes e cuidadores em suas rotinas.
Pós-graduada em Marketing Digital pela PUC Minas, atua desde 2020 no setor da saúde, desenvolvendo estratégias de comunicação e produzindo conteúdos relevantes e confiáveis para a área.
Desinfecção, assepsia e antissepsia aparecem o tempo todo na rotina de clínicas, consultórios, hospitais e também no home care, mas nem sempre com os termos usados corretamente. E, nesse assunto, “termo errado” não é só detalhe: pode gerar prática inadequada, risco […]
EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) são a última barreira na hierarquia de controle de riscos. Em serviços de saúde, complementam controles eliminatórios, de engenharia e administrativos, protegendo profissionais, pacientes e visitantes. Neste artigo veremos normas […]
A nebulização é um dos métodos mais recomendados para o tratamento de doenças respiratórias em crianças, especialmente nos primeiros anos de vida. Em 2025, o mercado de nebulizadores evoluiu e trouxe novos modelos com mais […]
Agulha de caneta de insulina é um item pequeno, mas decisivo. Quando a escolha é inadequada ou quando a agulha é reutilizada, aumentam desconforto, risco de falhas na aplicação e problemas de pele no local. O descarte incorreto […]
O estetoscópio continua sendo um dos instrumentos mais usados na prática clínica e no aprendizado de semiologia. Ele parece simples, tubo, auscultador e olivas, mas a escolha certa influencia diretamente conforto, durabilidade e qualidade da ausculta. A boa notícia: não existe “o […]
O colesterol é uma substância naturalmente produzida pelo organismo e também obtida por meio da alimentação. Apesar de muitas vezes ser associado apenas a problemas de saúde, ele desempenha funções importantes, como a produção de hormônios, […]