Setembro Verde: conscientização sobre doações de órgãos
Setembro Verde é o mês de conscientização sobre doação de órgãos e tecidos no Brasil. Além das ações ao longo do mês, 27 de setembro é o Dia Nacional da Doação de Órgãos, quando o […]
Março costuma ganhar duas cores importantes na saúde: o Lilás, ligado à conscientização sobre o câncer do colo do útero, e o Azul-Marinho, associado ao câncer colorretal (intestino). Essas campanhas não existem para “criar medo”, elas existem para organizar informação e estimular o que realmente muda desfechos: prevenção, detecção precoce, acesso ao cuidado e continuidade.
O câncer do colo do útero está fortemente relacionado à infecção persistente por HPV (papilomavírus humano). Por isso, as ações com melhor base em saúde pública costumam se apoiar em dois pilares: vacinação contra HPV e rastreamento (quando indicado), além do acesso ao diagnóstico e tratamento oportunos.

O INCA mantém publicação de referência sobre rastreamento do câncer do colo do útero, com recomendações e diretrizes clínicas alinhadas à Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer.
Além disso, o Ministério da Saúde disponibiliza a Diretriz Brasileira (PCDT) para rastreamento do câncer do colo do útero, com atualização registrada em 18/08/2025, indicando o status de documento vigente e oficialmente publicado.
Como usar isso na prática (para profissionais e clínicas): ao produzir conteúdo, orientar pacientes ou revisar fluxos internos, o caminho mais seguro é seguir o que está normatizado nessas diretrizes (INCA/MS) e nos protocolos da rede local.
A comunicação oficial sobre o Março Lilás reforça a conscientização e prevenção do câncer do colo do útero.
Em termos de rotina assistencial, isso normalmente se traduz em:
O câncer colorretal pode se beneficiar de estratégias de diagnóstico precoce (avaliar sinais e sintomas) e, em grupos específicos, de rastreamento. O INCA explica essa diferença de forma direta:

O INCA lista sinais e sintomas mais comuns cuja investigação deve ser considerada para diagnóstico precoce de câncer de intestino, incluindo:
hemorragia digestiva baixa, massa abdominal, dor abdominal, perda de peso e anemia, mudança do hábito intestinal.
O INCA descreve que exames para detecção podem ser usados como rastreamento em pessoas sem sinais e sintomas, mas pertencentes a grupos de médio risco (pessoas com 50 anos ou mais) e alto risco (história pessoal/familiar, doenças inflamatórias intestinais ou síndromes genéticas como Lynch).
Quanto aos métodos, o INCA aponta dois principais exames para detecção precoce de tumores de cólon e reto:
A Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde (BVS/MS), em material sobre campanha do câncer de intestino, também discute diferenças de recomendações por idade em diferentes contextos, observando que no Brasil o rastreio é direcionado para a faixa dos 50 anos.
Um roteiro prático, alinhado a diretrizes nacionais:
1. Para Março Lilás (colo do útero)
2. Para Março Azul-Marinho (intestino)
Alguns erros são clássicos:
Março Lilás e Março Azul-Marinho são dois convites para fazer o que a saúde pública sabe que funciona: organizar rastreamento quando indicado, reconhecer sinais de alerta, reduzir barreiras de acesso e garantir continuidade do cuidado.
Para o colo do útero, o Brasil tem diretrizes publicadas e atualizadas pelo INCA e pelo Ministério da Saúde.
Para o câncer colorretal, o INCA descreve com clareza a diferença entre diagnóstico precoce e rastreamento, os sinais e sintomas que merecem investigação e os principais exames utilizados.
Campanha eficiente não é só comunicação. É fluxo bem feito, e isso é algo que enfermagem, medicina e clínicas conseguem transformar em prática com impacto real.
Fontes consultadas:
Campanha Março Lilás — Governo Federal (Casa Civil)
https://www.gov.br/casacivil/pt-br/assuntos/noticias/2022/marco/campanha-marco-lilas-um-alerta-para-a-prevencao-do-cancer-de-colo-de-utero
INCA — Diretrizes brasileiras para o rastreamento do câncer do colo do útero (página com PDFs)
https://www.inca.gov.br/publicacoes/livros/diretrizes-brasileiras-para-o-rastreamento-do-cancer-do-colo-do-utero
Ministério da Saúde (PCDT) — Rastreamento do Câncer do Colo do Útero (Diretriz Brasileira) — atualizado em 18/08/2025
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/pcdt/r/rastreamento-cancer-do-colo-do-utero/view
INCA — Câncer de intestino: versão para profissionais de saúde (detecção precoce, rastreamento, sinais/sintomas, exames)
https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tipos/intestino/versao-para-profissionais-de-saude
BVS/MS — Março Azul: mês de prevenção do câncer de intestino (discussão de recomendações e faixas etárias)
https://bvsms.saude.gov.br/chegou-a-hora-de-salvar-a-sua-vida-marco-azul-mes-de-prevencao-do-cancer-de-intestino/
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